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Miofasciaterapia

Terapia Miofascial

 

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A miofasciaterapia é um método de cinesioterapia passiva, que se utiliza dos conceitos e fisiologia da terapia manual para inibir os prejuízos funcionais, conseqüentemente a presença dos pontos gatilhos miofasciais ativos. O ponto gatilho normalmente esta localizado na banda tensil do músculo, área de complacência e de maior tensão em relação á área vizinha. A miofasciaterapia consiste no tratamento passivo, através de terapia manual que tem o objetivo de inibir os prejuízos funcionais, os espasmos musculares reflexos, etc. (Travel, 1983).
O método consiste no emprego de técnicas que respeitam os limites de expansibilidade dos tecidos, e o desconforto que pode ser gerado para o paciente, essa limitação é produto do aumento da tensão ou encurtamentos das fáscias, músculos, ligamentos e tendões. A miofasciaterapia atua diretamente sobre os pontos gatilhos, para “quebrar” o ciclo autoperpetuante da ativação destes pontos por tensão muscular. (Gurgel, 2000).
Os pontos gatilhos ainda hoje têm em sua fisiopatologia, mecanismos desconhecidos, mas são nódulos dolorosos ou não no tecido muscular degenerado (lesionado), sendo que estes pontos gatilhos referidos podem ser evocados por estímulos mecânicos. Pode manter-se assintomáticos até que a movimentação ou a pressão provoque espasmo muscular. A tensão ou lesão muscular leva a uma ruptura do retículo sarcoplasmático e libera o cálcio dos estoques intracelulares, levando a um aumento nas concentrações de cálcio que causam um deslocamento dos filamentos de actina e miosina, resultando em uma contratura local com alto consumo de oxigênio, causando hipóxia, diminuindo as concentrações de ATP, perpetuando a contratura e formando os pontos gatilhos (Imamura, 1995).
Há varias evidências de que a musculatura esquelética é inervada por estruturas sensitivas que num estudo eletroneuromiográfico demonstraram que a estimulação de aferentes nociceptivos musculares gerava o aparecimento dos triggers points ou pontos gatilhos (Travel, 1983). Terminações nervosas livres localizadas nas vias aferentes de fino calibre parecem estar presentes nestas estruturas. Estímulos nociceptivos podem gerar ativação nessas unidades muitas das quais fisiologicamente inativas ou pouco ativas. As sensibilizações destes nociceptores aumentam sua atividade de base, os tornam sensíveis a outros estímulos, incluindo os mecânicos de baixa intensidade. A ocorrência de ciclos viciosos é a justificativa para a formação destes pontos gatilhos e este estresse metabólico local gera uma redução do número de mitocôndrias levando a uma hiperatividade muscular, formando assim os pontos gatilhos (Gurgel, 2000).
A hipertonia muscular pode decorrer de fenômenos teciduais passivos ou por elevação da atividade muscular. O aumento do tônus muscular ocorre quando de um estresse psíquico, atividade muscular normal e anormal e por mecanismo patológico neurogênico ou miogênico. No mecanismo dos espasmos, participam mecanismos da isquemia conseqüente à compressão vascular pelos músculos tensos. Os aferentes nociceptivos musculares apresentam conexões via interneurônios da substância cinzenta da medula espinal com os neurônios motores alfa flexores e gama flexores e extensores e esta atividade reflexa pode causar espasmos reflexos no músculo afetado. O ciclo vicioso que se instala mantém o espasmo muscular.
A presença de pontos-gatilho ativos caracteriza uma afecção do aparelho locomotor que acomete músculos, tendões, fáscias e ligamentos. Caracteriza-se pela ocorrência de aumento de tensão dos músculos afetados.
O espasmo muscular é uma contração muscular local involuntária que ocorre reflexamente como uma reação a um foco irritativo e não pode ser aliviado completamente por esforço voluntário. A tensão muscular é a incapacidade de relaxar alguns músculos devidos a estresse psicológico e tensão, afeta especificamente músculos susceptíveis como o trapézio superior, a musculatura cervical e lombar.

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