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Controle Motor

Entendendo e Explicando seu Funcionamento

 

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Por volta de 1850, Hughling Jackson, neurologista, desenvolveu um dos primeiros modelos hierárquicos de controle motor, onde colocava que o sistema nervoso representava movimentos, bem como que diferentes partes do cérebro representavam esses movimentos, em diferentes combinações, desde os centros mais baixos até os mais altos.
Nessa hierarquia, a medula espinhal representa os centros mais baixos. O córtex motor, o córtex somestésico, as áreas motoras frontais e as áreas que são responsáveis pela consciência, representam os centros mais altos (NEWTON, 1994).
O termo controle motor refere-se à regulação do movimento e de ajustes posturais dinâmicos, cuja tarefa principal é a transformação de uma ideia em um plano ou programa de movimento.
No caso de doenças que comprometem o centro superior pode ocorrer uma disfunção de todo o sistema nervoso. Quando isso acontece os centros nervosos mais antigos evolucionalmente, e também mais estáveis, reassumem as funções perdidas. Os movimentos que representam esses níveis inferiores são os reflexos. São estereotipados e incapazes de se modificarem quando as condições do meio exterior ou mesmo interiores necessitam de modificação.
A lesão ocorrida no tecido nervoso à nível superior poderá levar tanto à destruição como à instabilidade do movimento, como também poderá levar a uma prontidão exacerbada do sistema nervoso para que se torne ativo.
Alguns pesquisadores utilizam o sistema de feedback para descrever a relação entre os vários centros do cérebro e da medula, utilizando o modelo dos sistemas hierárquicos, divididos em 3 partes, incluindo o córtex cerebral, os gânglios da base e o cerebelo.
São esses centros que vão atuar conjuntamente Vão planejar, iniciar e regular o movimento.
Segundo BOBATH, (1978), o Sistema Nervoso Central age como um órgão coordenador para a grande maioria dos estímulos sensoriais recebidos, produzindo respostas motoras integradas adequadas às necessidades do meio ambiente. Os músculos estão agrupados em padrões de ações coordenadas, alguns contraindo e outros relaxando.
O cerebelo e os gânglios da base possuem comunicação com o córtex cerebral. Essas estruturas recebem impulsos do córtex cerebral e projetam informações para o córtex através de vias sub-corticais. Quanto ao cerebelo, recebe impulsos do córtex cerebral sensório motor e envia suas projeções para o córtex motor primário, situado no giro pré-central.
Assim, como no córtex sensorial primário, os neurônios do córtex motor formam um mapa topográfico invertido do corpo, onde as musculaturas do membro inferior e do pé são representadas posteriormente, no giro, o membro superior lateralmente e a língua ventralmente. Sendo as áreas responsáveis por tarefas que exigem manipulações e de controle fino são proporcionalmente maiores que qualquer outra (BOBATH, 1989).
Uma das propriedades do sistema nervoso é a plasticidade, que é a capacidade que o cérebro tem de se regenerar e de se reorganizar, pois hoje se sabe que o cérebro é plástico e dinâmico. Então, se o córtex motor perdeu o contato com seu músculo alvo, essa área será relocada para a musculatura adjacente intacta, principalmente se for utilizada com maior freqüência. (LOWRIE, 2000).
O córtex pré-motor, área seis de Brodmann, é menos excitável que a área primária. Situa-se na face lateral do hemisfério cerebral. Como essa área é muito pouco excitável, exige correntes elétricas maiores para se obter respostas motoras, cujas respostas obtidas são menos localizadas que as da área quatro, pois essas envolvem grupos musculares maiores.(MACHADO, 2000).
Lesões na área pré-motora fazem com que ocorra diminuição da força muscular, pois essa área está mais relacionada com o pré-planejamento dos movimentos.
Os gânglios da base, além de ter como função à regulação da postura, também têm importante papel no controle do movimento. Pacientes com lesão nessa área mostram disfunção de movimento, como lentidão, pausas e movimentos involuntários, assim como anormalidades de endireitamento, de equilíbrio e alteração de postura.

O cerebelo é outra área que possui importância na adaptação do comportamento e do aprendizado motor. A adaptação é uma habilidade de mudança no programa motor quando os meios e as condições internas mudam, principalmente, após tentativas repetidas. O aprendizado motor implica em que informações ou experiências obtidas em tentativas prévias sejam armazenadas e usadas em atos motores posteriores. (NEWTON, 1994).

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