Natação como Arma Terapêutica
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Quando seguimos a linha das diversas técnicas de tratamento fora da água e pensamos que na maioria delas, nós tratamos o paciente para que ele adquira independência, ou que a reconquiste, quando nós colocamos o paciente na piscina terapêutica (hidroterapia), nós também temos de ter este objetivo em mente, pois ele deve ter a maior independência possível, ou seja, se fora da água a independência significa “marcha”, dentro da água deve significar nadar.
Para qualquer paciente nós teremos grandes e proveitosos benefícios a serem adquiridos quando este consegue se locomover, dentro da água, ou seja, quando ele consegue a sua independência no ambiente líquido ele ganha um “seguro de vida”, pois a água que poderia prejudicá-lo, agora irá se tornar sua amiga e irá fazer com que este consiga realizar trabalhos que não conseguiria fora desta, como ir de um lugar a outro sem o auxílio de outras pessoas, nós só temos que desenvolver estas aptidões, pois praticamente todos sem exceção podem conseguir se beneficiar dos deslocamentos (nadar) neste ambiente.
Nós podemos conseguir os benefícios fisiológicos deste esporte para todos os pacientes, sem exceção, pois esta prática deve sempre ser estimulada pelo terapeuta, pois a terapia se tornará mais agradável e proveitosa, pois o paciente sentira todos os efeitos benéficos da terapia, inclusive na parte psicológica.
Efeitos Fisiológicos são trabalhados de acordo com a necessidade do caso e devem ser estimulados dependendo do tipo de trabalho a ser desenvolvido.
Quando conseguimos colocar um paciente no meio líquido e o mesmo consegue nadar ele realiza um grande feito e deve ser estimulado a continuar realizando-o.
Na Fundação Selma, por exemplo é realizado um trabalho pioneiro no país, de natação para portadores de Trauma Raqui Medular, com paraplégicos e tetraplégicos, aos quais é ensinado os fundamentos adaptados da natação para estes.
Uma grande dificuldade destes é conseguir melhorar o processo de flutuação pois este tendem a ter um flutuação dificultada, pela espasticidade em membros inferiores a qual é corrigida por uma maior flexão da região cervical, fazendo com que este melhore a sua posição em relação á folha da água (superfície). Porém, quando estes não apresentam uma espasticidade muito forte a flutuação fica favorecida facilitando o trabalho a ser desenvolvido.
Com os tetraplégicos é feita uma avaliação detalhada de suas funções e é ensinada o processo de natação adaptada dando uma grande ênfase ao trabalho da região cervical, pois com esta, os mesmos poderão adquirir um bom grau de independência e dependendo do nível de lesão destes, poderemos conseguir propulsão de membros superiores, fazendo com que os mesmos ganhem aquele “seguro de vida” mencionado anteriormente, e estes fatores juntos irão proporcionar um grande ganho psicológico aos mesmos.
Realizamos também um trabalho pioneiro com os pacientes portadores de todos os tipos de patologias neurológicas e este serviço está sendo estendido as patologias ortopédicas e respiratórias.
Como a gravidade não atua no ambiente aquático ou é muito reduzida e as forças físicas da água acabam por auxiliar o paciente em todos os tipos de movimentos possibilitando feitos que fora deste ambiente seriam impossíveis.
Estes efeitos associados ao da prática esportiva possibilitam feitos surpreendentes no condicionamento físico, psicológico e motor destes pacientes.




