Neurofisiologia – Explicando
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O sistema nervoso do homem é composto por mais de 100 bilhões de neurônios. Devido suas conexões e circuitos, podemos compará-lo a um computador.
O sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, rege o organismo. Sendo o sistema incomparável quanto a sua complexidade, pois recebe milhões de informações de diferentes órgãos e dá respostas a todas elas.
Os sinais que chegam entram nos neurônios através de sinapses, cuja característica principal é a condução dos sinais nas direções adequadas, para que possam desempenhar as funções nervosas necessárias.
A maioria dos neurônios é multipolar, pois possuem vários dendritos e um axônio. Porém, existem neurônios bipolares e pseudounipolares. Os neurônios entram em contato com outros neurônios através de suas terminações axônicas, onde passam informações, que são as sinapses.
No sistema nervoso periférico essas terminações podem se relacionar com células neuronais, efetuadoras, musculares, esqueléticas, cardíacas, lisas e células secretoras. Nesses casos as sinapses são chamadas de neuroefetuadoras, sendo que a maioria das sinapses interneuronais são de natureza química e dependem de um neurotransmissor para realizá-las.Existem, também, as sinapses elétricas, que se caracterizam por canais diretos que conduzem a eletricidade de uma célula para a próxima, através de estruturas tubulares denominadas junções abertas, porém seu significado no Sistema Nervoso Central ainda é pouco conhecido.
Com relação às sinapses químicas, estas transmitem sempre os sinais em uma direção única, significando que os impulsos se dirigem para alvos específicos através do neurônio pré-sinaptico, que é o neurônio que secreta o transmissor para o neurônio pós-sinaptico, onde age o transmissor. Essa transmissão específica permite ao sistema nervoso desempenhar todas as funções sensações orgânicas necessárias.
Existem mais de 50 substâncias químicas transmitindo os mais diversos impulsos nervosos, caracterizando dois grupos de neurotrasnsmissores sinápticos. Uns incluem os transmissores de moléculas pequenas, cuja ação é rápida; outros incluem os transmissores de moléculas grandes, cuja ação é mais lenta (GUYTON & HALL, 1996).
O mecanismo da transmissão sináptica ocorre quando o impulso nervoso atinge a membrana do elemento pré-sináptico, abrindo os canais de cálcio para o interior do elemento pré-sináptico, ocorrendo à liberação de neurotransmissor na fenda sináptica e sua difusão até atingir os receptores na membrana pós-sináptica.
Fora do neurônio ocorre uma concentração elevada de íons Na e Cl, modificando o potencial da membrana, causando despolarização no momento da entrada de Na e hiperpolarização no caso no momento da entrada do Cl e saída de íons K.
Os tecidos do sistema nervoso constituem-se de neurônios excitáveis e de células gliais não excitáveis, sendo que a maioria dos processos celulares originados no corpo celular ou soma, são dendritos, cuja extensão é várias vezes a largura do soma.
O axônio é um processo único que pode estender-se por distância consideravelmente maior, dessa maneira, desde o corpo celular no córtex motor do cérebro até os neurônios da medula espinhal, podendo tornar-se mielinizados logo após deixar o soma.
Os axônios normalmente fazem contato com outros neurônios nas sinapses, onde a maioria das vezes implica na transmissão de um axônio para o dendrito, existindo, também, sinapses axo-axônicas e dendodendríticas. Alguns dendritos são revestidos por membranas especializadas no ponto de contato sináptico. Somente um axônio sai do soma, porém ele se ramifica várias vezes.
Os neurônios produzem e transportam diversos fatores tróficos, que auxiliam a caracterização dos alvos indiferenciados durante o desenvolvimento. Outras substâncias produzidas no interior dos neurônios e transportados ao longo dos axônios são os neurotransmissores ou hormônios.
Os neurônios do Sistema nervoso central, encéfalo e também da medula são superados pelo número de células da glia na proporção de l0 para 1. Essas células não são excitáveis, não gerando nem transmitindo potenciais de ação, porém interagem claramente com os neurônios. Essas células são os astrócitos e os oligodendrócitos e as células de Schwann.
Os astrócitos têm como função principal à troca de substâncias específicas com a corrente sanguínea e são encontrados principalmente na substância cinzenta. Os oligodendrócitos predominam na substância branca do sistema nervoso central, enquanto que as células de Schwann são encontradas nos nervos periféricos, ficando em contato com o axônio de um único neurônio formando espiral mielinizado.




