DOR – Como eu Trato
Hoje podemos afirmar que não existe um ser humano que nunca tenha experimentado uma experiência dolorosa, pois a dor pode aparecer por inúmeras causas e a Ciência hoje, tenta detectar as possíveis causas para que possamos tratar adequadamente as possíveis sequelas.
O conceito de Dor e de Intensidade desta é algo extremamente subjetivo, ou seja, depende diretamente da pessoa que está “sentindo a dor”. Eu sempre digo aos meus pacientes que a maior e a mais intensa dor que eu já vi “’e sempre a que o meu paciente está sentindo no momento” e eu realmente acredito que isto seja uma verdade.
Também gosto de salientar que o meu maior concorrente é um analgésico que qualquer pessoa tem em sua casa, e muitas vezes ele realmente resolve, mas sempre devo lembrar esse analgésico não reposiciona uma vértebra ou articulação, não diminui a tensão em um músculo ou descomprime uma terminação nervosa.
Enfim quando uma pessoa sente uma dor, ela normalmente vai procurar por um analgésico, mas este pode causar dependência, efeitos colaterais e muitas vezes ainda não irão resolver o problema e no máximo “mascarar” a dor.
Em virtude do que foi exposto acima podemos dividir a dor em dois tipos básicos:
a) Dor em pontada à tipo de dor aguda, de fácil localização, o paciente consegue distinguir com clareza, onde dói, a intensidade da dor, e muitas vezes o mecanismo que deu ou dá origem a dor;
b) Dor em queimação à tipo de dor crônica, caracterizada por sua continuidade e por sua longa duração, o paciente geralmente relata que a dor está presente em sua vida há muito tempo e que está acostumado a conviver com ela, normalmente dói em mais de um segmento ou parte do corpo e não sabe como a dor iniciou ou como ela inicia, sabe apenas que ela está ali quando está doendo ou não;
Para estes dois tipos de dores, possuímos hoje uma infinidade de terapias para seu tratamento, como por exemplo, o tratamento medicamentoso, a acupuntura; termo foto eletroterapia, e a terapia manual, que será nossa proposta com este artigo.
Dentre todos os métodos terapêuticos abordados acima, começa a ganhar corpo e ser nacionalmente reconhecida a eficiência das abordagens manuais, ou seja, as terapias manuais. Gostaria de salientar que não estamos falando de efeitos placebo, pois técnicas como Osteopatia, Miofasciaterapia, Quiropatia (praxia), Mulligan, Maitland entre outras são técnicas reconhecidas internacionalmente por sua eficácia e comprovadas por testes científicos em diversos países da Europa, América do Norte, Ásia, etc.
Estas técnicas chegaram ao Brasil ao longo das duas ultimas décadas do século XX, e foram conseguindo seguidores e profissionais sérios que as difundiram dentro do meio acadêmico e cientifico nacional e agora as mesmas começam a chegar a população em geral.
Dentro destas podemos tratar ou amenizar os efeitos dolorosos de um número absolutamente grande de dores causadas no ser humano. Não gostaria de com isso colocar que essas pessoas devam abandonar seus tratamentos atuais (medicamentos, médicos, etc) e sim que deveriam avaliar a possibilidade de possivelmente serem beneficiadas e terem seus problemas minorados com o uso destas técnicas, pois estas quando bem aplicadas poderão minimizar o quadro e potencializar efeitos de melhora em seu tratamento.
Dentro deste contexto podemos colocar, por exemplo, que existe manobra terapêutica para as cefaléias tensionais (enxaquecas e dor de cabeça) que irão reposicionar muscular e articularmente as regiões envolvidas e inclusive pode levar a um desaparecimento gradual do quadro, manobras para cólicas menstruais, onde podemos com isso diminuir o fluxo de sangue local, aliviando quase que de forma imediata os tão indesejados efeitos sistêmicos provocados por essa fisiologia hormonal, etc.
Tais manobras como afirmamos anteriormente quando realizadas por um profissional sério e competente podem beneficiar e muito estas pessoas atenuando sintomas e em alguns casos fazendo com que estes nunca mais apareçam.
Um sábio professor meu disse-nos uma vez durante uma aula que medicamento, agulha, consulta com psicólogos, psiquiatras, etc. nenhum consegue reposicionar, manipular ou mobilizar uma vértebra ou uma articulação, ou um grupo muscular e que para varias patologias estes efeitos biomecânicos são o pano de fundo para um tratamento de reabilitação bem sucedido.
Acreditando neste sábio mestre e com base em meus estudos e em minha experiência profissional, como Mestre em Ciências do Movimento, professor de Educação Física, Fisioterapeuta, docente de cursos de dor em todo o território nacional entre outros sei que podemos beneficiar um grupo cada vez maior de pessoas, contribuindo efetivamente com isso com o abrandamento dos quadros de quase todo tipo de algia e em muitos casos evitando novas recidivas e levando inclusive a melhora permanente do quadro.
No corpo humano existem vários pontos onde podemos “manipular” as terminações nervosas e os receptores neuro musculares e com a intensidade certa, no momento certo e da forma certa podemos conseguir que os mesmos liberem substancias como a serotonina que “irá inibir as sinapses de dor” e consequentemente uma diminuição do padrão álgico (dor).
Os estudos científicos nos mostram que uma sequência de estímulos terapêuticos manuais geram alterações fisiológicas que podem durar de 2 a 3 dias e que após essas aplicações as alterações tornam-se permanentes, levando nosso paciente a uma melhora (grande) do quadro e muitas vezes até na cura da dor, se é que podemos afirmar isso.
A técnica manual a ser escolhida irá depender da avaliação clínica do profissional e da sua formação, para os mesmos sintomas podemos escolher técnicas e manobras diferentes mas ambas podem ser eficazes, desde que aplicadas de forma coerente e correta pelo profissional. Na minha experiência o profissional escolhido deveria conhecer se possível todas, mas nesta impossibilidade ele deveria conhecer o maior número possível, pois elas irão complementar-se.
Enfim, após uma avaliação completa do paciente o terapeuta deverá escolher a técnica adequada para na sua aplicação o paciente com dor ter esta minimizada e se possível curada (muitas vezes isso é possível).




