ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA FUNCIONAL (FES)
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FES: É a produção de movimentos funcionais através de estimulação elétrica de músculos e nervos.
Definição:
É uma forma de eletroterapia capaz de produzir contrações musculares com objetivos funcionais. Estas contrações são obtidas através de pulsos elétricos de pequena duração aplicados sobre freqüência controlada.
Estes trens de pulsos ou envelopes de pulsos elétricos diferem da forma clássica de eletroestimulação onde são empregados pulsos com duração da ordem da grandeza de segundos, pode-se obter contrações em condições mais biológicas, sem riscos de queimaduras e desconforto pela exposição mais longa à eletricidade. A técnica utiliza um equipamento com sistema microcontrolado, multi-canal e portátil, que emite correntes elétricas diretamente nos músculos lesados, através de eletrodos conectados aos nervos. Essas correntes elétricas produzem contração neuro-muscular que resultam na movimentação do membro.
É composto de uma caixinha com teclado e mostrador de cristal líquido, atado a um andador ou cinto que permite ao deficiente, por exemplo, ficar em pé, caminhar e realizar tarefas cotidianas, como pegar objetos, escovar os dentes, comer sozinho, pentear-se etc. Por enquanto, os testes vêm sendo realizados apenas no HC. Mas o objetivo é que os pacientes possam utilizar o equipamento em casa.
História
Esporam em 1960 Liberson e colegas um estimulador de fibular usado para opor o pé eqüino do hemiplégico. Onde se deu início ao FES que evoluiu devido à tecnologia.
Tendo por definição usar a estimulação elétrica para permitir atividades que seriam de outro modo impossíveis.
DESENVOLVIMENTO DA ELETROTERAPIA.
O conceito de eletroterapia funcional não é recente. O objetivo do FES é promover contrações em músculos privados de controle nervoso tendo como resultado um movimento funcional.
Foram implantados eletrodos no nervo femural e obteve-se sucesso não só atingindo ortostatismo, mas também a marcha com padrão de balanceio, também foram implantados nos nervos femoral e ciático e obtendo-se marcha em um paciente paraplégico, nível T11 – T12. Apesar dos resultados positivos não houve uma difusão maior do uso da técnica por haver problemas médicos e tecnológicos. Um dos graves problemas encontrados estava nos eletrodos, pois ao induziam uma contração, tinham sua função alterada pela mudança de seu posicionamento com resultado do movimento produzido. Estes eletrodos eram inativados por reação de corpos estranhos ou até simplesmente quebrados devido ao seu uso constante.
Com uma metodologia mais simples obtém-se bons resultados na aplicação da FES em todas as formas de paralisia e também na recuperação da marcha em portadores de lesão medular.
A utilização da FES é muito ampla. Nas alterações posturais, por exemplo, pode ser um fator coadjuvante muito importante na terapia nos casos de escolioses e cifoses. Na medicina esportiva pode ser utilizada na recuperação motora em casos de entorse de tornozelo ou mesmo no pós-operatório de lesões ligamentares do joelho, etc.
BENEFÍCIOS
Manifesta a capacidade que as pessoas podem ganhar com o estímulo, também incluir redução de espasticidade em alguns casos e talvez a melhora do controle muscular.
O equipamento consiste em:
UM SUPRIMENTO DE ENERGIA: Baterias recarregáveis leves, pequenas e confiáveis possuindo duração de pelo menos um dia de uso.
UM GERADOR DE SINAL: Não há uma forma de onda ideal. Para musculatura esquelética freqüências entre 20 e 80 Hz e largura de pulso de 0,05 a 1,0 mseg
UM CIRCUITO DE CONTROLE: Fechado: usam feedback (provém de interruptores, goniômetros, tradutores de pressão e EMG) Aberto: Não utilizam feedback, transmitindo assim freqüências pré- determinadas de comandos para o modulador
UM CIRCUITO DE MODULADOR: Utiliza-se do circuito de entrada para produzir um trem de ondas de duração, amplitude e forma especifica exemplo: “on – off” em feedback. Visando melhorar o conforto e a função, permitindo mudanças na força e velocidade.
UM CIRCUITO DE SAÍDA: Corrente limitada (“corrente constante”), permite somente um fluxo de corrente produzindo uma estimulação bem controlada, mas não faz compensações exemplo: eletrodo parcialmente deslocado evolui de um nível confortável passando para uma área reduzida intensificando uma corrente dolorosa. Voltagem limitada (“Voltagem constante”) limita contagem máxima de estimulação diminuindo a intensidade. Mas a efetividade de estimulação pode ser variável do que em dispositivos de corrente limitada.
ELETRODOS: Geralmente colocado em pontos motores musculares específicos e nervos, podendo ser: Superficiais: facilmente presos e ajustados, infelizmente podem mover-se produzindo irritação na pele, requerem intensidade de estimulação altas e são grotescos. Percutâneos: localização precisa, mas penetram na pele, requerendo habilidade para fixa-los. 1/3 pode falhar dentro de 4 meses. Implantados: localizam-se subcutâneamente alimentando-se de sinais transmitidos pela pele são complexos e introduzidos cirurgicamente. Mas geralmente não se encontram em uso de FES embora usado para estimulação do nervo fibular.
LIMITAÇÕES:
Embora se efetive a melhora no tratamento tradicional pode não ser suficiente para justificar seu uso pelas capacidades do paciente e habilidades dos clínicos, ou seja, o médico ou terapeuta precisa adquirir conhecimentos e experiência sobre o FES para poder capacitar o paciente a utiliza-lo
CONTRA-INDICAÇÕES:
• Doenças de neurônio inferior
• Doenças miopaticas
• Doenças progressivas tais como:esclerose múltipla (dependendo da velocidade de progressão)
• Obesidade (pois reduz acesso a pontos motores)
• Contraturas
• Instabilidade articular
• Espasticidade não controlável
Também devem ser levadas em conta:
* Atrofia por desuso
* Osteoporose
Observação:
É necessário geralmente programa de fortalecimento antes de iniciar programas de FES
INDICAÇÕES:
Patologias mais comuns
– Hemiplegia
A FES do nervo fibular provém de uma órtese que reduz a queda do pé e melhora a marcha de 25 a 30% dos pacientes adeptos. Às vezes em associação com bloqueios neuromusculares, pode ser usada para facilitar a reeducação neuromuscular durante sessões de terapia e em programas de treinamento domiciliar.
– Lesão medular
A lesão possui probabilidade de ser acompanhada por limitações de sensibilidade e controle muscular que são graves e bilaterais. Exemplo: para andar é necessário reproduzir todas as funções. Apresenta déficits sensoriais e motores podem fazer com que uma pessoa capaz de deambular com FES seja incapaz de corrigir o equilíbrio após um tropeço ou escorregão, depois que tenha se iniciado.
Descondicionamento e atrofias graves estão presentes em pessoas com lesões em longo prazo. É fundamental começar um programa de estimulação elétrica para aumentar a resistência cardiovascular, força muscular e densidade óssea antes de tentar um programa de FES.




