Adriano Amaral bg

Espasticidade Aprendendo e Entendendo

Espasticidade – Aprendendo e Entendendo

 

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A espasticidade pode ser definida como um aumento da resistência ao alongamento passivo, dependente da velocidade do alongamento. Está associada à exacerbação dos reflexos tendinosos e miotáticos, hiperreflexia e clônus, sendo uma das sequelas mais frequentes em lesões do sistema nervoso central (DAVIDOFF, 1992; KATZ, 1992; SLOAN, 1992, TEIXEIRA, 1998).
As formas de espasticidade variam de acordo com o local e a extensão da lesão neurológica. A espasticidade está sempre presente na maioria das síndromes incapacitantes, nas doenças vasculares cerebrais, lesões encefálicas e compressão da medula espinal, entre outras patologias. Sendo uma das principais características da Síndrome do Neurônio Motor Superior e das áreas motoras do córtex cerebral, especialmente no córtico espinhal.(GREVE, 1999).
Os mecanismos fisiopatológicos ainda são desconhecidos, e controversos e com teorias conflitantes. Têm o envolvimento de muitas vias, tanto espinhais como supraespinhais, com muitos mecanismos neuronais originados, em vários pontos da via do reflexo de estiramento, envolvendo os motoneurônios alfa e gama, interneurônios da medula espinhal e vias aferentes e eferentes (TEIVE, 1998).
Quantificar o grau de espasticidade é um assunto polêmico, pois a espasticidade é um fenômeno clínico difícil de ser mensurado, dado a sua natureza mutável e dependente de fatores externos como humor, ansiedade, depressão, temperatura além de fadiga e dor.
Muitos métodos são empregados para a avaliação da espasticidade, seja através de escalas clínicas, métodos biomecânicos e neurofisiológicos bem como as escalas para avaliação de habilidades diárias.
Alguns métodos, muitas vezes, não são sensíveis o suficiente para detectar as mínimas variações ocorridas no tônus muscular, outros são eficientes apenas para alguns segmentos corporais, além de possuírem o inconveniente de serem métodos de difícil aplicação e, muitas vezes, com uso de equipamentos caros, fora do alcance do paciente.
Escalas Clínicas constituem-se em um método de fácil aplicação, de baixo custo, porém com o inconveniente de ser um método vulnerável quanto ao estado do paciente, no momento da avaliação, bem como estar sujeito a interpretação do avaliador, pois se trata de um método subjetivo.
O objetivo deste é mostrar a inter-relação entre as escalas clínicas de Ashworth modificada e a escala clínica proposta por Sérgio Lianza. Objetiva, também, verificar se há modificação da espasticidade antes e depois da cinesioterapia, através do mesmo método de avaliação.

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