Critérios, Dosagem, Cuidados, Preocupações e Contra Indicações da Laserterapia
CRITÉRIOS DE DOSAGEM
Existem vários critérios para dosagem, alguns certos outros errados, mas o que se vale mesmo é o do BOM SENSO, mas mesmo assim, correlacionando estes critérios existentes com as diferenças típicas de cada indivíduo e também ao bom senso, podemos perceber que:
– Indivíduos de pele mais escura necessitam de doses menores do que indivíduos de pele mais clara;
– Indivíduos em estado nutricional normal parecem necessitar de doses menores que indivíduos mal-nutridos;
– Regiões do corpo onde a epiderme é mais espessa necessitam de doses mais elevadas do que regiões de epiderme menos espessa;
– Aparentemente o estresse determina a necessidade de doses mais elevadas.
– Recomenda – se que terapias superiores a 40 minutos sejam evitadas, em virtude do efeito fotobiológico (o contraste luminoso desencadeia os processos fisiológicos que culminam nos efeitos terapêuticos). Após esse tempo, excessivo, há um provável decréscimo da efetividade da radiação em virtude da diminuição do contraste luminoso.
– Sugere – se, para evitar somação de estímulos e consequentemente redução da efetividade, seja intercalado ao menos um dia sem aplicação entre duas diferentes sessões de laser.
– Se após a 5 ou 6 sessões, não aparecer resultados terapêuticos ao menos parciais, sugere – se que esta terapia seja substituída.
– Sugere – se que nas terapias prolongadas, procure – se intercalar pequenos períodos de tempo sem aplicação do laser.
CUIDADOS, PRECAUÇÕES E CONTRA – INDICAÇÕES
- A) CONTRA – INDICAÇÕES ABSOLUTAS
– Irradiação sobre massas neoplásicas ou pacientes portadores de neoplasias;
– Irradiação direta sobre a retina;
– Irradiação sobre focos de infecção bacteriana, principalmente agudos, sem devido tratamento/acompanhamento antibioticoterápico;
– Irradiação em gestantes.
- B) CUIDADOS E PRECAUÇÕES
– A irradiação em homens ou mulheres em fase produtiva (próxima a região das gônadas) deve ser feita apenas quando da certeza de inexistência de gravidez ou intenção da mesma.
– A irradiação sobre glândulas hipo ou hiper funcionantes pode proporcionar reações desconhecidas e, possivelmente, perigosas.
– Pacientes submetidos a tratamento com esteróides devem ter o tratamento com radiação laser evitado. Há desconhecimento sobre possíveis efeitos secundários. Existem referências sobre competição entre cortisona e laser, o que implica em menor efeito da laserterapia em quadros dolorosos quando do tratamento concomitante a este corticóide.
– Pacientes epilépticos ou cardiopatas podem apresentar reações do tipo arritimias ou vômitos frente a um recurso novo como o raio laser.
– O tratamento laser em pacientes sob tratamento com drogas fotossensibilizantes é, obviamente desaconselhável. A coumarina, muito usada em problemas vasculares, é fotossensibilizante e pode proporcionar dor intensa na região tratada com laser. Há referências sobre efeitos fotossensibilizantes quando do uso de clorafenicol, sulfas e outros.
– A irradiação em mamas deve ser precedida de exame para certificação de ausência de nódulos. A presença desses, mesmo que sabiamente benignos, desaconselha a terapia.
– Terapêuta e paciente devem estar protegidos com óculos próprios que proporcionem atenuação da visibilidade da radiação laser. Óculos escuros comuns não são capazes de atenuar a passagem da radiação laser. Existem óculos específicos para cada tipo de radiação, ou seja, um tipo para He-Ne e outro para As-Ga.
– A aplicação da radiação laser deve ser feita em ambiente tranquilo, com iluminação tênue. São aconselháveis 05 a l0 minutos de relaxamento antes de cada aplicação.
– Antes de iniciar um tratamento com raio laser, o paciente deve ser formalmente apresentado a esse recurso. O termo laser é envolvido de um certo “ar de futurismo” que, muitas vezes assusta ou intimida os pacientes.
– Nunca abra ou desmonte seu aparelho emissor de laser. Esses equipamentos trabalham com tensão muito elevada e só devem ser manipulados por profissionais qualificados para tal.




