Adriano Amaral bg

Biofeedback – Terapia

COMO É REALIZADA A BIOFEEDBACKTERAPIA

É feita através de um a três sessões semanais de 30 a 50 minutos cada uma. A duração total do treinamento é variável conforme a modalidade e o distúrbio a ser tratado. Em termos gerais considera-se uma média entre 20-40 sessões. No entanto, observa-se uma diminuição no número de sessões de ano a ano, segundo a experiência do terapeuta e o crescente desenvolvimento tecnológico que tem permitido a construção de aparelhos mais sofisticados e eficientes.
As sessões devem ser acompanhadas de um trabalho cinesioterápico paralelo visando os mesmos objetivos traçados após a avaliação funcional.
A biofeedbackterapia é uma técnica cuja aplicação não é de uso exclusivo de uma categoria profissional. Assim sendo, ela pode ser praticada por profissionais de diferentes áreas. Sua aplicação tem sido prioritariamente realizada por profissionais da área de saúde (médicos, psicólogos, odontólogos, enfermeiras, etc.) da área educacional. A exigência fundamental é uma adequada formação em anatomia e psicofisiologia humana. Isto implica a frequência em cursos de especialização e formação técnica e científica para a aquisição dos conhecimentos e o desenvolvimento necessário à prática da biofeedbackterapia.

TEMPO DE DURAÇÃO DO TRATAMENTO

A duração da terapia , depende do tipo e da severidade dos sintomas a serem tratados, e a motivação do paciente. Alguns distúrbios são tratados rapidamente em 8 a 10 sessões. Sintomas severos ou de longa duração , podem requerer uma terapia mais longa. Como o relaxamento e o gerenciamento do stress são processos aprendidos, eles são praticados com contínua melhoria, e o tratamento pode terminar antes que os sintomas sejam completamente gerenciáveis, ou eliminados. Sessões de acompanhamento podem ser recomendadas para assegurar que os processos de auto regulação e de redução dos sintomas serão mantidos.

QUEM É O TERAPEUTA DE BIOFEEDBACK?

Muitos psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiras e fisioterapeutas têm sido treinados no uso clínico do biofeedback. Profissionais de saúde que não possuam diploma de curso superior podem ser treinados e trabalhar sob a supervisão de um profissional licenciado.

VANTAGENS DA TERAPIA

A biofeedback terapia apresenta inúmeros pontos positivos quando comparados com outras formas de tratamento. Ao contrário do que acontece no tratamento medicamentoso, a biofeedback terapia não apresenta efeitos colaterais. Além disso, não é evasiva como o são as cirurgias. É, portanto uma forma de terapia praticamente inócua, completamente indolor. Acresce-se ainda que é extremamente segura. Outro ponto a ser mencionado é que o paciente tem o controle da evolução da terapia. A participação consciente e voluntária do paciente desempenha um papel decisivo no sucesso da terapia. Como já foi mencionado, o biofeedback não é apenas terapia. Sua dimensão educacional acaba por acarretar no paciente uma modificação de hábitos e comportamentos levando a uma reorganização na vida deste.

EMBASAMENTO FISIOLÓGICO

O Sistema Nervoso Central é organizado em 3 níveis hierárquicos. Os reflexos as vias organizadas básicas na medula espinhal, mantendo assim um controle sobre os níveis inferiores. Os reflexos espinhais representam o nível mais baixo, tendo vias estereotipadas nas quais somente o grau de alastramento de atividade varia de acordo com a intensidade da excitação e inibição. Os reflexos supra espinhais e os centros facilitadores,inibidores ao nível médio atuam modificando os reflexos espinhais. A regulação cerebral é o nível mais alto e atua na modificação das atividades dos níveis inferiores.
As vias reflexas são ativadas por estímulos externos, os quais iniciam milhões de impulsos sensitivos a cada instante. Há uma interação contínua entre influxo sensitivo e a saída motora, construindo assim uma unidade sensitivo-motora básica da função neurológica e os centros mais altos modificam e regulam as atividades reflexas sem desloca-las.
O arco reflexo espinhal, via final comum do movimento, está regulado por estruturas hierarquicamente superiores, supra-espinhais e cerebrais, capazes de facilita-lo ou inibi-lo, modificando assim o ato motor.
A integração reflexa da medula espinhal em relação com a musculatura somática, obedece a dos padrões de reflexos diferentes: o reflexo nocioceptivo e o reflexo miotático. O reflexo nocioceptivo, conhecido como reflexo de afastamento ou de defesa, parte de estímulos procedentes de exteroceptores e têm sempre uma integração espinhal multineural. Ele determina respostas motoras, geralmente flexoras, que tem a finalidade de afastar o segmento corporal estimulado do agente estimulador, de caráter agressor. O reflexo miotático tem fundamental importância porque sua excitação é a responsável pelo mecanismo da espasticidade; constitui a resposta da musculatura esquelética desencadeada pela estimulação de terminações neuromusculares efetivamente sensíveis ao estiramento do músculo.
O músculo esquelético, além das fibras musculares (extrafusais) inervadas pelos moto-neurônios alfa, responsáveis pela contração muscular, têm em seu interior receptores proprioceptivos que captam e transmitem informações ao SNC sobre o estado de contração e relaxamento do músculo. A importância fisiológica destes receptores reside no fato de agir sobre o controle da atividade muscular, formando parte de um sistema motor, de regulação automática, cujo conhecimento é fundamental para compreender o mecanismo da atividade muscular e sobre tudo, suas alterações nos quadros de espasticidade.

 

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