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Ombro do Nadador

O ombro e o nadador (atleta de natação)

 

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Esta parte de nosso corpo que representa tanto de nossa mobilidade, para o nadador representa ainda mais, porque é graças a esta mobilidade, e por isso mesmo ela é tão importante e tão utilizada por nossos atletas, e em virtude deste excesso de uso ela pode ser mais facilmente lesada.
Qual técnico ou nadador, que não conhece alguém que por problemas nesta articulação abandonou a natação, ás vezes no auge de sua performance. Por isso este assunto é importante.
Em virtude desta importância, irei explicar detalhadamente tudo o que acontece ou pode acontecer com esta articulação tão importante para todos nós, desde sua mecânica de movimento, sua fisiologia, as principais patologias que acometem a nossos nadadores. Para terminar, mostrarei uma proposta de exercícios que poderão evitar comprometimentos nesta articulação, bem como para as pessoas que já possuem algum tipo de problemas nesta articulação.
O ombro geralmente é tido como uma simples articulação do tipo esfera e encaixe – a articulação escápulo-umeral, a esterno-clavicular, a acrômio-clavivular e a escápulo-torácica.
A região do ombro é um complexo com 20 músculos, 3 articulações ósseas e 3 superfícies de tecidos moles (articulações funcionais), que permitem uma mobilidade maior que qualquer outra região articular encontrada no corpo humano. O complexo do ombro não apenas oferece uma grande amplitude para a colocação da mão, tração e até na inspiração e expiração forçada (tão utilizada por nós nadadores) entre outras.
Anatomicamente, o ombro é a articulação proximal do membro superior, é a mais móvel de todas as articulações do corpo humano.
Ele possui 3 graus de liberdade, o que lhe permite orientar o MMSS em relação aos 3 planos do espaço, graças aos 3 eixos principais.
(1) eixo transversal (atua no plano frontal);
(2) eixo antero – posterior (atua no plano sagital) abdução e adução dentro do plano frontal;
(3) eixo vertical – flexão e extensão no plano horizontal.
Temos ainda um outro eixo, que é o eixo longitudinal do úmero, que permite a rotação interna – externa do braço e do MMSS como um todo podendo ser:
rotação voluntária , que utiliza o terceiro grau de liberdade e é resultante da contração dos músculos rotadores;
rotação automática ou adjunta, só parece quando utilizamos em um movimento nos 3 eixos (braçada de costas por exemplo).
O ombro é portanto uma articulação de 3 eixos principais e de 3 graus de liberdade, e o eixo longitudinal do úmero pode ainda coincidir com um deles ou situar-se numa posição intermediária para permitir o movimento de rotação interna/externa, tanto utilizados por todos nós praticantes de esportes aquáticos.
Um movimento em particular, merece uma melhor explicação, em virtude de uma grande utilização, que é o movimento de circundução, que combina todos os movimentos elementares ao redor dos 3 eixos. Quando esta circundução é impelida a sua amplitude máxima, o braço descreve um cone irregular, o cone de circundução. Para entendermos melhor esta figura, vamos imaginar o desenho que nossos dedos fazem quando realizamos uma braçada de costas, ou borboleta. Este desenho percorrerá os diferentes setores do espaço, determinados pelos planos de referencia da articulação:
* plano sagital (flexão e extensão do ombro);
* plano frontal (adução e abdução do ombro);
* plano horizontal (flexão ou extensão horizontal)
Estes são os movimentos normais (fisiológicos) da articulação do ombro. Um grande problema que acontece com os nadadores é a quantidade destes movimentos e que sempre são feitos , incidem uma carga muito grande (resistência) sobre esta articulação que permite grandes esforços. Em nosso corpo temos 3 tipos de alavanca , uma de mobilidade (movimentos), uma de potência e uma de equilíbrio.
E como a articulação do ombro não é uma articulação de potência (força) e sim de movimentos, como já foi percebido anteriormente através da descrição das funções exercidas por esta articulação, ou seja, A Articulação DO OMBRO FISIOLOGICAMENTE NÃO FOI PROJETADA PARA SUPORTAR GRANDES ESFORÇOS DE RESISTÊNCIA E SIM PARA PROMOVER MOVIMENTOS. Mas como para um nadador ela precisa suportar além do excesso de movimentos um certo grau de força, devemos treinar e adaptar melhor nossas estruturas para este tipo de esforço específico de nosso esporte.
O exame do ombro
Este exame começa com uma cuidadosa inspeção visual, seguida por detalhada palpação das estruturas ósseas e dos tecidos moles, e este exame é completado com a determinação do grau de mobilidade, o exame dos músculos envolvidos nos movimentos, a avaliação neurológica e os TESTES ESPECIAIS.
O fisioterapeuta realizará todos os testes descritos acima para determinar a existência ou não de limitação (geralmente dolorosa) do grau de mobilidade do atleta. Através desta avaliação detectaremos possíveis lesões e poderemos ministrar exercícios especiais para minimizar as complicações e manter este atleta em atividade.

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