Adriano Amaral bg

Biofeedback – Processos

PROCESSOS DE BIOFEEDBACK

O biofeedback é um aparelho multidiciplinar, por isso não deve ser usado como única fonte de terapia, teve-se ter outro veículo, que auxilie no tratamento, como, cinesioterapia, equoterapia, hidroterapia. É aconselhada para cada três sessões de fisioterapia, uma de biofeedback.
A instrumentação de biofeedback não será mais necessária, quando as habilidades de auto-regulação forem dominadas.
Treinamento em biofeedback começa com um instrumento sensível destinado a medir um processo fisiológico, por exemplo, a atividade do sistema músculo-esquelético. O instrumento de biofeedback é conectado ao músculo com sensores colocados sobre a pele; ele amplifica a resposta fisiológica e a converte em informações significativas, usualmente um som ou sinal visual que é mostrado para a pessoa. A pessoa usa a informação como um guia enquanto pratica uma variedade de procedimentos para reduzir a tensão muscular. Um instrumento de biofeedback é como um espelho especial que provê informações sobre processos internos do organismo dos quais a pessoa pode não estar ciente ou achar difícil regular.
Processos cerebrais bem conhecidos governam a resposta fisiológica para atividades mentais tais como o stress. Quando o stress se mantém, sintomas fisiológicos podem se desenvolver. Através do relaxamento e gerenciamento de stress, contudo, outros processos cerebrais são acessados com a redução na reação de stress e habilitam o corpo para a recuperação. Porque mente e corpo interage, podemos guiar o corpo em direção à saúde quando o stress, doenças ou ferimentos tenham bloqueado a tendência corporal natural para permanecer saudável. Instrumentos de biofeedback são importantes enquanto se aprende auto-regulação porque, como o reflexo de um espelho, a retroalimentação do instrumento ajudará o cliente a ganhar controle que maximizam o funcionamento ótimo do organismo. A instrumentação de biofeedback não será mais necessária quando as habilidades de auto-regulação forem dominadas.
Os elementos chaves no treinamento de biofeedback que fazem a auto-regulação possível são a interação mente/corpo, o retorno de informações, aumento da conscientização e a prática. Em muitas aplicações a habilidade de relaxamento profundo é também essencial, porque o relaxamento promove saúde e ajuda no tratamento e prevenção de muitos distúrbios. Em outras aplicações, tais como a recuperação da função muscular depois de ferimentos, a ferramenta primordial é feedback, com um terapeuta funcionando como um treinador, e ensinado técnicas para uma melhoria de performance. O processo de feedback facilita a aprendizagem e aquisição de técnicas de auto-regulamentação que se tornam hábitos de vida.

EQUIPAMENTO

Os instrumentos de biofeedback são altamente sensíveis, e monitoram processos fisiológicos. Sinais fisiológicos vindos do corpo são amplificados por instrumentos de feedback, e convertidos em informação útil. Esse instrumento poderá ter um medidor, luzes, tela de computador ou tom sonoro, os quais apresentarão essa informação para o paciente.
O biofeedback , é um aparelho que possui quatro canais, sendo que em cada um deles, saí dois canais ativos e um terra.
A escala das ondas geradas no aparelho varia de 10, 20, 50, 100, 200, 400 e 800 micro volts.
A técnica de biofeedback é adquirida através de um microprocessador, o qual passou a se chamar neuroeducador. É compostos de microcomputador, com saída para quatro canais independentes, dois monitores, uma impressora, um keyboard com controle remoto. O objetivo do neuroeducador é oferecer de forma clara, precisa e rápida uma resposta de feedback, seja ela visual ou sonora.
Monitor EMG altamente compacto e sensível, ideal para treinamento ou utilização clínica ou residencial. Esse aparelho com o seu sensor ativo oferece três faixas de sensibilidade para treinamento muscular, alongamento, reabilitação ou relaxamento com leituras estáveis em menos de um segundo. Proporcionados modos de feedback, com LED e 5 modos de tons. Filtros estreitos e largos permitem um monitoramento preciso dos músculos normais ou fadigados e eliminam interferências de batidas cardíacas. As opções de Treshold proporcionam sinais da atividade EMG, quando acima ou abaixo do Treshold determinado.

Sofisticado equipamento de dois canais de EMG com memória embutida permitem ao clínico programar uma sessão completa de treinamento. Simples de usar, esse aparelho guia o paciente através dos exercícios e proporciona feddback visual e acústico. Ele pode funcionar como um sistema de compilação de dados, criando relatórios da sessão ou sessões para análises e/ou documentação assim como permite ainda imprimir ou passar os dados para o computador. São oferecidos três modos de feedback: LED, Digital e acústico.

Agora um ou dois monitores MyoTrac podem ser adaptados a qualquer computador PC através da porta serial RS232 para a obtenção de dados de biofeedback com a interface TracComp. Seus MyoTrac’s, terão todas as vantagens de uma unidade ambulatorial portátil, ganhando ainda a possibilidade de utilização do software ProComp.

Com o software BioGraph, o clínico pode criar imagens com as quais os seus pacientes possam se relacionar. A agilidade de importar gráficos, animar ou intercalar imagens abre uma nova dimensão na área de biofeedback. Pode-se ainda incorporar som para complementar as imagens de treinamento – vozes – música – tudo em TEMPO REAL. Selecione entre os 13 instrumentos predefinidos localizados na caixa de ferramentas para criar telas personalizadas de feedback, gráficos de barras, analógicos ou digitais, displays de FFT espectrais, contadores e muito mais. O BioGraph gera estatísticas comparativas e realiza ainda computação básica ou complexa.

Os aparelhos com dois canais interdependentes fornecem numerosas possibilidades:

Reeducação simultânea de dois músculos diferentes, por exemplo, de uma mesma cadeia muscular;
Em reeducação respiratória, visualização do trabalho em setores de inspiração forçada ou expiração forçada, instalando-se os eletrodos de um canal sobre músculos inspiratórios acessórios e os outros eletrodos do outro canal sobre os músculos expiratórios;
Em reeducação perineal, deve-se colocar em evidência a contração dos músculos perineais e do relaxamento dos músculos abdominais;
Reeducação estimulatória fixando para o paciente um objetivo dentro da escala a ser atingida ou memorizando o melhor resultado obtido;
Regular o tempo e a manutenção da contração que solicitamos ao paciente e do tempo de repouso que devemos respeitar antes de retornar a contração seguinte;
Registro do número de movimentos efetuados segundo os parâmetros definidos;
Em reeducação uro-ginecológica, acoplada com um gerador de correntes excitomotoras.
Correntes de baixa frequência para o fortalecimento muscular do períneo (prolapso e incontinência urinária de esforço) e para inibição do detruser (instabilidade vesical).
Pulsos isolados de grande duração para estimulação dos músculos denervados em curso de reinervação.
Interface informatizada para visualizar sobre a tela as contrações efetuadas pelo paciente e para conceber um programa de reeducação.

PROCEDIMENTOS

As técnicas de biofeedback até o momento não fazem distinção entre as diversas categorias diagnósticas. Ela se baseia em classificações funcionais. A intervenção fisioterápica inclui:
– Avaliação do paciente;
– Identificação do problema e determinação das metas para o tratamento, e
– Aplicação terapêutica do biofeedback.
A avaliação do paciente é efetuada do modo usual. Os testes e mensurações são conduzidos de modo a determinar o estado do desempenho motor, capacidades funcionais, cognição, percepção e outras funções relevantes.
Da identificação dos déficits motores a avaliação, e a determinação de metas decorre da relação de problemas assim gerados. Depois de determinada a deficiência funcional, o terapeuta executa uma avaliação cinesiológica, para a identificação do(s) músculo(s) que requer(em) intervenção.
As intervenções terapêuticas no feedback exigem que o terapeuta obtenha o seguinte:
– Selecione o(s) músculo(s) que será monitorado;
– Prepare a pele do local da aplicação do eletrodo de superfície
– Prepare os eletrodos e os aplique à pele.
– Determine a leitura máxima e mínima sem feedback do paciente, para a determinação das leituras basais.
– Determine as metas para a sessão, e certifique-se que o paciente as atende.
– Ensine o paciente a manipular os controles do aparelho, para envolver a participação máxima dele na intervenção,
– Remova o dispositivo da pele do paciente após o término da sessão.
A sessão inicial é estruturada para permitir que o terapeuta compreenda a disfunção motora, e permita que o paciente compreenda o equipamento.
A escolha do tamanho e do tipo de eletrodo é essencialmente uma decisão baseada na qualidade do equipamento a ser usado, na localização corpórea a ser monitorado e o tipo de patologia. Em geral, quanto menor o eletrodo, menor a possibilidade de transmitir algum volume conduzido.
Quanto à localização do eletrodo na área corpórea, quanto mais próximos os eletrodos estão um do outro maior segurança de que o sinal estará vindo do músculo-alvo.
Progressão
A reeducação controlada por Biofeedback é efetuada em várias fases.
1.ª) Adaptação ao equipamento ( aparelho ). O paciente deve tomar consciência
da relação entre a intensidade de sua contração e a intensidade do sinal visual ou sonoro.
2.ª) Restabelecimento de uma função correta para a escolha da técnica
Fortalecimento muscular, contração máxima mantendo um determinado tempo sendo uma hipotonia.
Relaxamento muscular, descontração e relaxamento se for de uma hipertonia.
3.ª) Integração dos resultados obtidos, contração ou relaxamento nas AVDS. O paciente deve manter o resultado obtido, efetuando uma outra atividade física: trabalhos manuais, leitura, escrita e etc.
Protocolo de utilização
É sempre aconselhável utilizar o aparelho de biofeedback com dois canais interdependentes. Cada canal do aparelho somente funcionará quando os eletrodos e o eletrodo de referência forem instalados sobre o paciente.
Colocar o aparelho em tensão, limpar os eletrodos e utilizar um gel condutor salvo quando possuirmos eletrodos auto-adesivos. Ligar os cabos dos eletrodos, limpar a pele antes de se instalar os eletrodos.
Instalar os dois eletrodos de um canal em torno de 1cm do outro sobre o ventre muscular do segundo músculo ou grupo muscular a ser testado.
Instalar o eletrodo de referência na proximidade dos músculos a serem testados e, de preferência sobre uma superfície óssea subcutânea,
Regular a integração: O aparelho restitui um valor médio das contrações sobre um tempo, o que é mais cômodo para leitura e interação e mais explorável do que um valor instantâneo.
Alerta e fortalecimento muscular
Regula as escalas em posição intermediária e solicita ao paciente uma contração moderada dos músculos a serem testados. Enquanto o paciente mantém sua contração moderada, regular a sensibilidade do canal correspondente aos músculos contraídos de maneira a acender as escalas da metade dos diodos eletroluminescentes ( LED ). Posteriormente solicita ao paciente um relaxamento muscular e regular a escala a fim de que somente o primeiro LED esteja aceso.
Caso nenhum LED é aceso, é necessário reaproximar os eletrodos de um mesmo canal ou os desligar ligeiramente sobre um músculo, investigando um local mais sensível u escolher uma sensibilidade superior;
Caso todos os LEDS se acendem quando uma contração máxima não é atingida, é necessário escolher uma sensibilidade inferior ;
Caso todos os LEDS permanecem acesos mesmo após várias diminuições de sensibilidade sucessivas. Verificar se o eletrodo de referência está bem instalado e que nenhum emissor de (ondas curtas, ondas centimétricas, raios-X e … ), não se encontram na proximidade do biofeedback.
Podemos utilizá-lo em diferentes funções:
Regular o nível de intensidade sonora desejada sobre o canal utilizado;
Regular o tempo de sustentação da contração que solicitamos ao paciente;
Regular o tempo de repouso que o paciente deve respeitar entre duas contrações;
Escolher o objetivo ou memória:
Objetivo: Fixar o objetivo a ser atingido sobre o canal utilizado. O paciente deve executar contrações de intensidade suficiente para atingir o objetivo.
Memória: O aparelho registra sobre a escala dos LEDS a mais forte contração obtida e mantém esse valor até uma contração superior.
Relaxamento muscular nas Hipertonias:
Regular as escalas na posição intermediária e solicitar ao paciente para relaxar os músculos a serem registrados.
Escolher a sensibilidade do canal correspondente aos músculos a serem relaxados de maneira a acender a metade dos LEDS e pela diminuição da freqüência ou da intensidade do sinal sonoro.
Perspectivas Terapêuticas:
O biofeedback representa uma abertura terapêutica considerável em todos os campos da reeducação funcional. Fornece as técnicas que permitem também motivar o paciente, incentivando-o a melhorar a cada esforço.
A miniaturização permitiu criar aparelhos portáteis a fim de praticar tratamentos ambulatoriais que prolongam durante a vida diária os resultados da reeducação.

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